Mais de 2.500 anos atrás, o príncipe indiano Gautama afastou-se do palácio real de seu pai, decidido a procurar um fim ao sofrimento para si e para todos os seres. Depois de explorar exaustivamente todas as doutrinas filosóficas e práticas religiosas conhecidas, manifestou despertar completo em Bodh Gaya tornando-se o Buda. Como uma corporificação viva da onisciência, o Buda ensinou o Dharma, que revela o caminho para dar um fim à confusão, agressividade e ambição e para despertar o pleno potencial dos seres humanos.
Nos séculos VII e VIII, a linhagem de realização do Buda foi transmitida da Índia ao Tibete, e os ensinamentos foram traduzidos do sânscrito para o tibetano. Durante os próximos quatorze séculos, o Dharma foi estudado e praticado de forma intensiva passando de um mestre para outro através de uma linhagem ininterrupta, preservando a luz do entendimento no coração humano e nos textos preciosos que descrevem os passos no caminho da libertação.
Nos dias de hoje, este precioso tesouro de conhecimento tornou-se seriamente ameaçado. Desde a tomada comunista do Tibete em 1951, a própria estrutura da civilização tibetana foi destruída, mais de 6.000 mosteiros foram demolidos, juntamente com suas vastas bibliotecas de livros sagrados forçando os detentores de linhagem ao exílio.
Tarthang Tulku, um detentor da linhagem tibetana, foi exilado para a Índia na década de 1960. Ele começou a coletar e publicar os livros mais importantes que os lamas e os monges exilados levaram com eles através dos Himalaias. Em 1969, chegou aos Estados Unidos com a intenção de preservar a herança tibetana do Dharma e introduzir os ensinamentos para o Ocidente. Após a fundação da Dharma Publishing e Dharma Press, onde os alunos aprenderam a usar a moderna tecnologia e materiais para a produção de livros de alta qualidade e de longa durabilidade, envolveu-se em um ambicioso projeto com o fim de reunir e publicar textos tibetanos espalhados por todo o mundo. Em 1983, este trabalho de preservação de textos foi nomeado Projeto Yeshe De que foi um dos maiores tradutores do Tibete no século VIII. Vinte e cinco anos mais tarde, Yeshe De tornou-se uma das maiores editoras do mundo de livros do budismo tibetano: 917 volumes (40.000) textos destinados a bibliotecas e 827 volumes (7.000) textos para estudo individual e prática.